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Posso substituir açúcar por mel?

Essa é uma pergunta que recebemos com bastante frequência. As pessoas descobrem que para eliminar (ou prevenir) infecções por cândida elas devem evitar o consumo de açúcar. Logo, elas fazem a relação de tal recomendação com a evitação do açúcar comum, refinado.

Contudo, é muito importante compreender que açúcar é meramente um carboidrato simples, composto por glicose e frutose. Os dois açúcares simples juntos formam a sacarose, que é o que conhecemos como ‘açucar’.

Enquanto a sacarose é encontrada naturalmente em plantas e frutas, o processo de refinamento industrial para produzir o produto granulado que comumente usamos é que o torna impróprio para consumo. Excesso de açúcar tem sido relacionado a epidemia mundial de diabetes, obesidade, fadiga crônica, e carência de vitaminas e minerais. Uma das principais vitaminas que nosso corpo usa, a vitamina C tem seu processo de absorção pelas células do corpo limitado quanto maior for o consumo de açúcar. Por isso a pessoa que come muito doce tem a tendência de ter uma imunidade mais baixa.

Entretanto, é muito importante não se fixar na questão da industrialização do açúcar. O açúcar refinado é pior do que o natural? Com certeza, mas o problema todo está na questão da quantidade que nosso corpo precisa para realizar suas atividades. O açúcar é absolutamente necessário na nutrição do corpo, pois é usado para fornecer energia rápida e fácil. Nosso cérebro precisa de açúcar para raciocinar bem e rápido, nossos músculos precisam de açúcar para aguentarem o tranco da vida diária.

O problema todo é que a adição de açúcar refinado na alimentação aumenta drasticamente a quantidade de sacarose que nosso corpo está biologicamente acostumado a ingerir, ou seja, o açúcar é necessário, mas nós o ingerimos em excesso. É esse excesso que causa os problemas.

Compreendido esse ponto – de que precisamos do açúcar e que ele não é o “vilão da história” – precisamos também compreender que por ser uma simples combinação de dois carboidratos simples, todas as outras formas de açúcar são similares e possuem os mesmos efeitos no corpo.

É claro que o açúcar refinado faz “mais mal” numa linguagem bem simples, mas do ponto de vista do que estamos tentando expor aqui, todo açúcar é igual.

Vejamos o seguinte: a cândida não apareceu junto com a modernidade. Existem teorias que defendem a ideia de que houve um crescimento das infecções por cândida nos últimos 100 anos devido ao processo de refinamento do trigo e açúcar, mas o fato é que o fungo cândida vem acompanhando a evolução do homem desde sempre. Isso quer dizer que ela se alimenta de açúcar natural também! Afinal de contas, antes do advento da industrialização, a humanidade não tinha açúcar refinado, mas já tinha candidíase!

É muitíssimo importante compreender esse ponto para não confundir “natural” com “bom” e “liberado”. Há plantas que matam! Nem tudo o que é natural é “bom” e pode ser ingerido indiscriminadamente.

Mel é muitíssimo bom, possui propiedades antibacterianas, antisépticas, antifúngicas (afinal de contas, as abelhas não têm geladeira e precisam manter seu alimento limpo e livre de bactérias e fungos!), diversos minerais e antioxidantes. O mel é um milagre da natureza, um alimento perfeito.

Contudo, infelizmente, o mel possuindo ainda mais sacarose do que o açúcar refinado, irá alimentar a cândida da mesma forma. A cândida não faz distinção entre um açúcar “bom” ou “ruim”, ela simplesmente se alimenta de glicose, frutose e sacarose.

Não é indicado, portanto, o uso de mel DURANTE uma crise de candidíase. Contudo, o mel pode sim substituir o açúcar refinado nos períodos entre uma crise e outra, quando não é necessário cortar todas as fontes de açúcar.

É importante também manter em mente que “açúcar” não é só doce. Massas brancas também contêm alto teor de açúcar, pois são feitas com farinha branca (refinada). Portanto, ao passar por fases de evitação de açúcar, é preciso também evitar massas como macarrão, pão, pizza, lasagna, nhoque, panquecas e tudo o mais que é feito com farinha branca.

Lembrando que essas “evitações” são necessárias apenas no período em que há uma crise de candidíase na maioria das pessoas. Algumas não podem elevar o consumo de açúcar nunca, acabando por desencadear novas crises ao consumi-lo em excesso; outras pessoas podem comer normalmente nos períodos entre uma crise e outra. É importante, todavia, observar sua alimentação e descobrir ‘qual o seu caso’. Para isso, é importante manter um diário de alimentação para ser capaz de notar o que foi ingerido nos dias anteriores a um novo episódio de candidíase.