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Síndrome do intestino (cólon) irritável

A síndrome do intestino irritável, também chamada de síndrome do cólon irritável é uma doença que está se tornando cada vez mais comum e a ciência aponta a culpa para os hábitos alimentares do homem moderno. É uma doença funcional, não associada a qualquer alteração bioquímica ou estrutural no corpo, que envolve um conjunto de sintomas os quais os mais frequentes são constipação, diarréia (ou altertância entre uma condição e outra), dores abdominais, excesso de gases e sensação de evacuação incompleta após cada visita ao banheiro.

Mas o que a síndrome do intestino irritável tem a ver com a candidíase?

A cândida, um fungo hospedeiro do sistema digestivo (todo mundo tem cândida em seu trato digestivo), encontra muito mais facilidade para se reproduzir em excesso num ambiente “doente”. A síndrome do cólon irritável envolve um quadro em que a região gastro-intestinal está extremamente sensível e como o nome diz, “irritável”. É preciso entender que a candidíase não se pega. A cândida já está presente no trato gastro-intestinal e o que ocorre é um aumento excessivo na população do fungo, que começa então a liberar toxinas que afetam o corpo causando inúmeros sintomas relacionados ao mau funcionamento do sistema digestivo e outros sintomas não diretamente relacionados como acne, dor nas juntas, cansaço excessivo, entre outros. Nem todo mundo tem TODOS os sintomas, então é importante não descartar a possiblidade de candidíase intestinal porque um ou dois sintomas não estão presentes.

Essa condição também facilita com que a pessoa desenvolva intolerâncias alimentares, principalmente a leite (de vaca geralmente), glúten, fermento e trigo. Se você já estudou um pouco sobre a candidíase você deve estar vendo semelhanças aqui! Intolerâncias alimentares são a causa número 1 de candidíase intestinal e pessoas que apresentam intolerâncias a certos alimentos podem facilmente desenvolver a síndrome do intestino irritável por constantemente irritarem o trato digestivo ingerindo alimentos que ingenuamente elas não acreditam ser a causa de seus problemas.

De fato, a síndrome do intestino irritável é extremamente difícil de ser diagnosticada (assim como intolerâncias alimentares e a própria candidíase intestinal), pois simplesmente não existem exames para que um dignóstico certeiro seja feito.

Como os médicos descobrem então que a pessoa tem essa síndrome do cólon irritável ou mesmo candidíase intestinal?

Geralmente por exclusão (faz-se exames para tudo o mais que pode causar os mesmos sintomas) e através dos sintomas clássicos da própria doença relatados pelo próprio paciente. Esse é um diagnóstico, contudo, que leva tempo. Não é algo que um médico possa inferir numa primeira consulta só entrevistando o paciente. Constipação, diarréia, dores abdominais, gases podem ser causados por diversas outras doenças. A primeira providência do médico então é procurar realizar os exames necessários para cada uma dessas outras doenças para excluir a possibilidade de algo mais sério.

Mas e a síndrome do intestino irritável não é séria?

Quando falamos em “sério” estamos nos referindo a condições emergenciais que podem comprometer seriamente a vida do paciente como câncer, obstruções intestinais, absessos intestinais ou mesmo parasitoses diversas. Mediante o relato dos sintomas o médico irá realizar exames de sangue, fezes e às vezes ultrasom e outros exames específicos para afastar a possibilidade de que a origem desses sintomas seja um problema grave.

A síndrome do intestino irritável não é considerada uma condição “séria” do ponto de vista médico pois não implica em risco para a vida do paciente, apesar de reduzir drasticamente a qualidade de vida da pessoa.

O diagnóstico da síndrome do cólon irritável é extremamente difícil (assim como a própria candidíase intestinal) e muitos médicos erram o diagnóstico acabando por tratar o paciente de uma doença da qual ele não tem. É imprescindível que você mantenha-se informado sobre saúde para que tenha discernimento suficiente para desconfiar quando seu médico está indo na direção errada. Buscar a opinião de mais de um médico é sempre recomendado quando trata-se de doenças de diagnóstico complicado.

É necessário também que seja feito um alerta para que o leitor que desconfia ter essa síndrome não saia pela internet perguntando e pedindo ajuda. Se já é difícil para um médico, pessoalmente e com exames propriamente ditos nas mãos, diagnosticar essa doença, é literalmente impossível que alguém possa ajudá-lo pela web, somente com base numa descrição breve dos seus sintomas. Palpiteiros, no entanto, estão por toda a parte na rede. Cabe a você ter o discernimento de evitar cair vítima desse tipo de pessoa que, sem formação alguma na área médica, acredita poder diagnosticar à distância uma doença que nem os médicos conseguem diagnosticar apropriadamente!

A síndrome do intestino irritável tem cura?

Ainda pouco conhecida pela ciência, a síndrome do intestino irritável não tem cura e pode no máximo ser controlada através da alimentação e mudanças no estilo de vida. Os danos causados ao cólon são similares aos danos causados por anos de DRGE (popularmente chamada de gastrite, azia, má digestão crônica, queimação, etc.) que danificam o esôfago permanentemente se não tratada desde o início.

Como a síndrome do cólon irritável parece estar ligada a intolerâncias alimentares, é essencial que a pessoa descubra o mais rápido possível se possui intolerâncias ou mesmo alergias que podem estar constantemente irritando o trato digestivo.

Na maioria dos casos, médicos pouco podem ajudar nesse sentido. Também não há exames que identifiquem intolerâncias alimentares, apenas alergias e na maioria dos casos, o problema não é alérgico. Para descobrir intolerâncias alimentares é preciso muita disciplina e auto-controle para retirar grupos de alimentos da dieta diária, um a um, por períodos de tempo não menores do que 2 semanas para que sejam observadas as reações do corpo. Isso é difícil pois os grupos mais comuns de alimentos cujas pessoas podem se tornar intolerantes são alimentos que estão por toda parte em nossa vida moderna: leite, glúten, fermento e trigo! Retirar apenas um desses alimentos exige uma reorganização profunda nos hábitos alimentares e muita atenção para não acabar ingerindo alimentos que possuem o grupo proibido na lista de ingredientes – o leite sendo o mais complicado de todos, pois há uma infinidade de nomes que identificam leite como ingrediente (a maioria das pessoas não sabe, por exemplo, que o termo “caseinado” no rótulo significa que leite é um dos ingredientes.)

É preciso estar ciente também de que intolerâncias alimentares se desenvolvem com o tempo, então o fato de que você sempre consumiu determinados alimentos e nunca teve problemas no passado não signfica que você não possa ter desenvolvido, com o tempo, uma intolerância a esses alimentos e só agora estar apresentando sintomas negativos.

Se você já sabe que esse é seu problema é provável que você já tenha desenvolvido também a candidíase intestinal, independente de apresentar episódios de cândida genital ou não.

Há também casos em que a síndrome do cólon irritável ainda não se encontra num estágio irreversível. Esses são os casos de pessoas que apresentam ocasionalmente os sintomas citados, com períodos relativamente longos de pausa. A solução para que o problema não se agrave é realizar alterações na dieta, procurando comer da forma mais saudável possível e realizando testes pessoais de intolerância alimentar (retirando grupos inteiros de alimentos como leite e TODOS os seus derivados durante pelo menos 2 semanas e depois reintroduzindo esse grupo de novo, observando como o corpo reage).

O livro Candidíase Tem Cura [1] aborda testes para alergias e intolerâncias e como conduzir dietas especiais nesses casos.