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O que é importante saber sobre a doença?

A candidíase é uma doença muito mal compreendida. Vamos ver nesse artigo os pontos principais que esclarecem e desfazem mitos sobre a doença:

1. A candidíase não é uma doença sexualmente transmissível!

Pelo fato da candidíase atingir os órgãos genitais, muitas pessoas “automaticamente” pensam tratar-se de uma doença sexualmente transmissível (DST), mas isso rararemente ocorre. Freiras, crianças, adolescentes virgens e até mesmo bebês podem ter candidíase genital. Além disso, a doença aparece em outros lugares do corpo também como a boca (o famoso sapinho), em diversos locais na pele, no couro cabeludo, na bexiga, nos intestinos, nas unhas, dentre outros locais menos comuns. Tanto homens quanto mulheres podem ter candidíase.

2. Se a candidíase não é uma DST, como se pega a doença?

Esse raciocínio parte do mesmo princípio que leva as pessoas a acreditarem que a candidíase é uma doença sexualmente transmissível! É uma idéia equivocada a crença de que a pessoa “pega” candidíase. Ninguém “pega” candidíase! A candidíase é um mero crescimento excessivo da população de um fungo que é parasita normal do corpo humano, ou seja, todo mundo (sem exceção) tem cândida no corpo!

O sistema imunológico de uma pessoa saudável dá conta de manter a população do fungo sob controle. Ao ter contato sexual com um parceiro com candidíase, o máximo que pode ocorrer é uma irritação na pele que se assemelha aos sintomas da candidíase, mas não é candidíase! Essa irritação, provocada pelo contato com uma grande quantidade de cândida, e muitas vezes somada à acidez da vagina no caso de mulher para homem, vai embora rápido, senão já no dia seguinte, dura apenas alguns dias. Vale mencionar que a pessoa com sintomas ativos não deve ter relações sexuais com ou sem camisinha, pois a pele está sensível demais e a condição da doença pode piorar com a atividade sexual. As relações só devem ser retomadas de 2 a 3 semanas após todos os sintomas terem se extinguido.

Agora, vamos raciocinar juntos!

Se o corpo da pessoa saudável luta naturalmente contra a proliferação da cândida, que habita o corpo de todo mundo, podemos tirar algumas conclusões, não?!

Uma conclusão lógica é que a candidíase, ou seja, o crescimento excessivo da população de cândida em determinada parte do corpo, não ocorreu por acaso como uma verruga que de repente aparece no seu dedão do pé! A candidíase, principalmente quando apresenta recorrência, tem sua razão, ela não aparece do nada, nem tem raiz em si mesma. O fato de que você pode não saber o que ocasionou o episódio de candidíase, não signfica que ele tenha sido aleatório e sem razão – a razão existe, você é que não a descobriu ainda!

Outra conclusão é de que o sistema imunológico não deveria ter permitido com que a cândida se proliferasse a ponto de causar a infecção que conhecemos como candidíase. É função do sistema imunológico nos proteger do crescimento excessivo de parasitas que habitam o corpo humano, como é o caso da cândida. Se isso não ocorreu, é porque há algo de errado com a imunidade da pessoa. Agora, isso não é tão óbvio e muitas pessoas não percebem as brechas em sua imunidade. Baixa imunidade não é só a pessoa que pega gripe o tempo todo, não! É possível ser aparentemente saudável com uma imunidade seriamente comprometida!

Ainda outra conclusão que podemos tirar é que se a candidíase apresenta recorrência é porque o que causa a doença no corpo da pessoa está em constante atividade, silenciosamente minando sua imunidade ou alimentando a cândida.

Mas o que causa a candidíase?

Partindo da noção de que o corpo da pessoa saudável controla naturalmente a população de cândida no corpo, temos as seguintes situações:

1. Sistema imunológico comprometido – Diversos são os fatores que podem afetar a imunidade sem que a pessoa tenha noção do que está ocorrendo! Desde utilização de medicação de uso contínuo, uso de antibióticos para tratamento de outras doenças (mesmo que por curto espaço de tempo), alergias (você pode ter alergias mesmo sem saber, sabia?!), uso de drogas, incluindo maconha, álcool, principalmente cerveja, que é uma bebida que possui malte de cevada, ingrediente que estimula o crescimento da cândida, má alimentação em geral, stress, ansiedade, distúrbios emocionais como depressão, bipolar, síndrome do pânico, entre outros fatores.

2. Aumento no nível de açúcar no sangue – A cândida é um fungo que se alimenta de açúcar. O nível de açúcar no sangue influencia fortemente o grau e velocidade da proliferação das populações de cândida no corpo, mas não se engane! O nível de açúcar no sangue não é influenciado somente pela quantidade de “doces” que você come! Fatores como uso de pílula anticoncepcional, gravidez, diabetes ou mesmo tendência para desenvolver a diabetes têm um efeito decisivo no teor de açúcar no sangue e podem ser a única causa da candidíase em muitos casos.

3. Nível de acidez corporal – Fungos se proliferam melhor em ambiente ácido. A alimentação do homem moderno é predominantemente acidificante, isso significa que as secreções corporais, incluindo suor e muco vaginal, por exemplo, podem apresentar um pH levemente mais ácido do que o normal, predispondo o apareciemento de focos de candidíase.

Como tratar a candidíase de forma a não ter reincidência?

É importante compreender que quando a candidíase apresenta reincidência (candidíase recorrente ou de repetição, como dizem), tratar diretamente a candidíase é inutil! Como vimos na questão anterior, a candidíase tem uma causa específica (ou um somatório de diferentes fatores juntos). É preciso identificar essas causas e tratá-las separadamente. Por exemplo, se você identifica que tem alguma alergia, não adianta tratar a candidíase, seja com remédios químicos, naturais ou o que seja! Enquanto você não parar de se expor ao que lhe causa alergia você terá candidíase, independente do que você faça para tratar a doença. Se seu nível de açúcar no sangue é muito alto ou se você usa medicamentos com corticóides, também não adianta tomar qualquer providência contra a candidíase, é preciso neutralizar ou remover o agente causador do problema.

O tratamento que apresentamos no livro Candidíase tem Cura [1] procura fortalecer o sistema imunológico, adicionar uma série de alimentos na dieta regular que combatem naturalmente fungos, bactérias e têm propriedades antiinflamatórias, além de ajudá-lo na sua jornada em busca da real causa do problema. Você estará atacando a cândida de duas frentes, primeiro fortalecendo seu sistema imunológico e inserindo alimentos que o ajudam a combater fungos naturalmente. E segundo cortando o mal pela raiz identificando a real causa do problema e aprendendo a trabalhar com ela ou contornar o problema.

Nem sempre é possível resolver 100% a causa como no caso de diabéticos, portadores de AIDS, lúpus e também no caso de alergias. Alergias não curam! É preciso aprender a conviver com elas.

Em outros casos é possível retirar o fator causador do problema. Em alguns casos é só uma questão de acidez excessiva, o que se resolve com alimentação ou sistema imunológico baixo, o que também se resolve com alimentação.